Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 20/07/2020

A Constituição Cidadã de 1988 assegura o princípio geral do direito segundo o qual todos são iguais perante a lei. Esse princípio não é, no entanto, propagado em muitas situações, como na violência nos estádios, fenômeno recorrente à atual realidade do Brasil, na qual cidadãos ignoram sua isonomia e agridem-se, em consequência do ódio crescente no dia a dia da sociedade. Essa violência constitui uma problemática no país e se intensifica por conta da ausência de punição aos infratores e pela adesão de jovens nas disputas violentas. Desse modo, é preciso transpor essas causas para, então minimizar a mazela.

A priori, é válido ressaltar que a deficiência dos órgãos de segurança resulta em um lamentável resultado. É evidente que, no cenário atual do país, muitas pessoas envolvidas em conflitos em estádios não são de modo adequado, punidas. Esses indivíduos, quando presos, livram-se da penitenciária em um curto intervalo de tempo, resultando na falta de autoritarismo. Há, também, casos em que são apenas submetidos ao pagamento de multas. Tais situações emergem em uma intolerável consequência, a alta probabilidade de esses autores tornarem aos conflitos nos estádios. Esses fatores evidenciam, portanto, a falha desses órgãos em remediar a problemática.

Outrossim, é notável pontuar que a violência nos estádios se acentua por conta de sua alta transmissibilidade. Segundo Freud, o comportamento humano se molda baseado em influências ambientais, como as relações sociais. Diante da perspectiva do alemão é possível analisar a intensidade da violência nos estádios, uma vez que muitos jovens são influenciados, por familiares e amigos, a torcerem com intensidade e violência. Essa influência comportamental é, infelizmente, responsável pela possível criação de um futuro infrator. Logo, medidas corretivas a fim de combater os obstáculos são necessárias.

Portanto, é notório que a violência nos estádios é uma problemática que possui diversos entraves para ser combatida. Dessa maneira, é dever do Estado, em especial do Legislativo promulgar leis de punição que incluam, concomitante, maior tempo de cárcere, com o auxílio de um tratamento e análise psicológica do autor, para que à sociedade se torne harmônica.Complementarmente, o Ministério da Educação deve criar debates em escolas que incluam a participação dos alunos e suas famílias, de modo que discutam e conscientize as crianças dos perigos que existem em uma torcida violenta. Sabe-se que os desafios são muitos, mas, combatendo-os, é possível colocar fim ao problema abordado ao longo do texto.