Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 30/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita,na qual o corpo social é isento de conflitos e problemas. No entanto, quando se observa a violência nos estádios no Brasil,pode-se verificar a incapacidade das autoridades em lidar com essas ocorrências e a ineficácia do modo punitivo.Sob tal ótica,esse fato se opõe a sociedade perfeita de More.

Em primeira análise, é válido ressaltar que com a falta de um treinamento especializado, dedicado aos profissionais de segurança, o número de casos de violência e de óbitos tornam-se crescentes. Nessa lógica, o proposto pela Constituição Federal de 1988, no sexto artigo, garante como um direito social  a proteção pública, o qual este princípio é exercido de modo ineficaz. Sob esse prisma, a insegurança dentro dos estádios e nas proximidades, contribui para ausência de estabilidade associada à esfera social.

Em segunda análise, é profícuo sinalizar que a inserção punitivista, destinada aos responsáveis pelo ato negligente é pouco adotado. Logo, o que seria um meio de lazer e de inclusão social é transformado em um local instável para a nação brasileira. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto em que está inserido, nesse espectro, cabe as autoridades entenderem a transcendência de uma penalidade competente, a fim de alcançar uma comunidade integrada.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução do impasse. Sendo assim, urge que o Poder Público crie cursos técnicos especializados para os policiais, por meio de treinamentos teóricos e práticos com o fito de melhorar a segurança nos estádios e aos arredores. Em adição, é válido estabelecer novos métodos de punição eficientes, o qual deve ser proposto com a finalidade de desenvolver um modelo de sociedade próximo ao idealizado por Thomas More. Desse modo, o Brasil poderia superar os desafios da violência nos estádios.