Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 27/07/2020
Sabe-se que o futebol é um esporte que ensina inúmeros valores, entre eles, o companheirismo e a solidariedade. Todavia, essa prática física vem encontrando obstáculos, pois a violência nos estádios vem aumentando conforme o passar dos anos. Tal problema é decorrente de uma cultura forte de intolerância ao oposto, além do despreparo dos seguranças, tornando-se necessárias medidas que aumentam essa agressividade.
A princípio, é válido ressaltar que o fanatismo das torcidas somado à intolerância contra o adversário, faz com que os torcedores utilizem da violência para a propagação do sua raiva. Segundo um levantamento realizado pela Pesquisa de Mestrado da Universo, em 2017, foram registrados 104 episódios violentos relacionados ao futebol brasileiro, que resultaram na morte de 11 mortes torcedores. Sendo assim, fica evidente que o fanatismo corrompe os principais valores do futebol, o companheirismo e respeito mútuo entre os torcedores e jogadores.
Além disso, o despreparo dos policiais nos estádios alarma a situação. Tais agentes, na maioria das vezes, utilizam spray e bombas de pimentas, além do uso de cassetetes, visando conter o problema, entretanto, acontece exatamente o oposto disso tudo, isto é, o que deveria acalmar os torcedores, torna-se motivo de desespero e agitação.
Portanto, o governo deve resolver este problema para que assim futebol passa a se tornar novamente um meio de bons valores. Para isso, o Ministério da Cidadania que é agora responsável pela administração do esporte, em parceria com o Ministério das Comunicações deve realizar campanhas nos estádios e redes sociais, que transmitam a importância do futebol como meio de unir as classes. Outrossim, o Ministério da Segurança Pública, que é responsável pelas questões de segurança do país, cumprir o artigo quinto da Constituição Federal, que versa sobre os direitos individuais dos cidadãos, especialmente o direito à segurança em locais públicos. Essa ação pode ser colocada em prática por meio da capacitação e contratação de novos policiais e agentes de segurança que atuem durante os jogos com maiores potenciais de violência, além de penalizar devidamente os agressores, objetivando, assim, atenuar a violência presente nos estádios brasileiros.