Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 24/07/2020

O filósofo Thomas More, em sua obra Utopia, idealizou uma sociedade com parâmetros considerados perfeitos, livre de conflito e problemáticas. Sob essa perspectiva, a realidade brasileira encontra-se distante da descrita pelo autor, uma vez que a violência nos estádios aumentou demasiadamente, transformando esse local antes de lazer e comemoração em um cenário de vandalismo e medo. Dessa forma, é essencial romper esse contexto vigente com adoção de um monitoramento das torcidas organizadas e investimento em policiamento em torno dessa localidade, a fim de assegurar os direitos dos torcedores e a segurança.

Mormente, durante o Governo Getúlio Vargas houve a consolidação do futebol como paixão nacional, enraizando o fanatismo e a prática da formação de torcidas organizadas. Desse modo, há reflexos desse momento histórico na atual conjuntura intensificado com uso das redes sociais, visto no crescimento da violência nos estádios que ocasiona insegurança por parte dos torcedores. Sendo assim, é fundamental mudar o cenário vigente com adoção de um monitoramento mais eficaz com a utilização de equipes especializadas a fim de analisar as ações de vandalismos das organizações e proporcionar um ambiente saudável para todos os indivíduos.

Ademais, a Lei do Estatuto do Futebol é frágil, uma vez que não garante punições severas, acarretando a manutenção da realidade vigente de violência normatizada. Segundo o psicólogo Augusto Curry, a sociedade atual vive a geração de “mendigos emocionais”, em que se fundamenta as emoções e sentidos em causas insustentáveis. Nesse sentido, a questão do fanatismo afirma essa teoria, o que acarreta as brigas entre torcidas rivais. Logo, investir em um policiamento especializado é de extrema importância como ocorre no Rio de Janeiro com o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE).

Dessarte, a violência dos estádios é uma realidade brasileira fruto da rivalidade enraizada e a questão da impunidade. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um projeto de lei, de caráter emergencial, o qual busque intensificar as medidas do Estatuto do Futebol e aprimorar as tecnologias de investigação, por meio da aplicação de subsídios governamentais em policiamento e em delegacias especializadas, além de reformular os estádios com reforço de grades e distanciamento entre as torcidas. Por fim, essas ações têm o objetivo de garantir maior segurança e aproximar a sociedade brasileira com a idealizada por Thomas More.