Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 30/07/2020

“A bandeira no estádio é um estandarte, a flâmula pendurada na parede do quarto, o distintivo na camisa do uniforme,que coisa linda é uma partida de futebol”.Esse trecho da música da banda Skank  idealiza de modo atemporal, um jogo esportivo excitante para o telespectador.Infelizmente, esse contexto não é similar a realidade brasileira, pois é perceptível que a violência nos estádios representa um desafio no Brasil impulsionado pelo extremismo das torcidas “organizadas”, o que resulta em brigas e até a morte de inocentes.Logo,faz-se profícuo analisar os aspectos que atenuam esse impasse.

Precipuamente, é necessário observar como o fanatismo rompe com a ideia de união das equipes esportivas.Conforme o pensamento do filósofo Karl Marx, a ideologia é perigosa pois, ela poderá se tornar um instrumento de alienação, o que corrompe os movimentos sociais.Sob tal ótica, a persistência do radicalismo entre os torcedores causa o caos, tendo em vista que aqueles fanáticos que superiorizam o seu time em detrimento de outro, provocam intimidações aos jogadores e destroem o patrimônio por não aceitarem a derrota.Nesse viés, os jogadores também são corrompidos por essa intolerância e respondem com ódio na prática de comportamentos antiéticos, como até agressões físicas já presenciadas nos campos de futebol.Dessa forma, a reversão desse quadro é essencial para garantir o bem-estar coletivo da sociedade.

Por conseguinte, o conhecido por muitos como " País do Futebol", sofrerá com desvalorização do esporte formador da cultura brasileira.Felizmente, esse é um símbolo de lazer nacional que une famílias e inspiram crianças à sonharem com a carreira, porém com a tensão causada pelos tumultos das torcidas,o ambiente antes familiar será repudiado por aqueles que desejam contemplar um jogo de forma pacífica.Isso é verificado, de acordo com o Globo Esporte, “A ida do torcedor brasileiro ao estádio caiu a menos da metade do que era nos anos 70 do século passado e ainda a evolução da taxa de homicídios nos jogos entre 1980 e 2014 foi de 159,8%.” Nesse viés, é indubitável que muitas vidas inocentes foram perdidas por falta de consciência coletiva dos indivíduos.Logo,faz-se mister o reparo desses danos de imediato.

Portanto, uma partida de futebol como a descrita pelo Skank não deve ser utópica para o Brasil.Para isso, urge que o Conselho Nacional do Esporte combata a violência por meio de projetos de leis que exija o cadastramento (poderá ser via biometria ou crachás de identificação), das torcidas organizadas, a fim de prevenir confrontos.Isso seria concretizado com a ajuda do Ministério de Segurança na criação de guias de procedimento de segurança para atividades esportivas, e dos Clubes na punição dos jogadores que incitam atos pejorativos.Assim, espera-se a integração social do esporte.