Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 29/07/2020
Preocupante. Assim pode ser caracterizada a situação da violência nos estádios brasileiros. Apesar de ser garantido constitucionalmente ao cidadão o acesso ao lazer, no Brasil, desfrutar dele no âmbito esportivo ainda se mostra um desafio. Visto que, segundo o jornal El Pais Brasil, em 2017 houve 11 mortes devido à violência dentro de estádios, são imprescindíveis mudanças que alterem essa realidade.
Desde a Antiguidade, a violência era incitada dentro do esporte, como na luta de gladiadores da Roma Antiga, marcada por tamanha brutalidade física, no entanto, era uma das modalidades favoritas da população. Portanto, essa presença violenta influenciou o crescimento de um sentimento de competição e agressividade entre os torcedores, ato que caracteriza o fanatismo da atualidade. No entanto, esse fanatismo exagerado unido com a falta de preocupação das autoridades com essa problemática gera várias consequências negativas, como a crescente insegurança nos ambientes esportivos e até a morte de pessoas envolvidas.
Decerto, essa problemática existe entre os torcedores e é explicita nos estádios de futebol. Por exemplo, um caso de grande repercussão e que colocou essa discussão em alta foi em 2013, no jogo da Copa Libertadores na qual o time Corinthians enfrentava o San José, quando um jovem de 14 anos morreu atingido por um sinalizador lançado pelos torcedores corinthianos. Logo, é evidente a falta de fiscalização e o despreparo da segurança ao permitir tal situação, e tantas outras, acontecerem.
Portanto, a fim de combater a violência nos estádios brasileiros, cabe ao Ministério do Esporte junto da Confederação Brasileira de Futebol, promover ações que melhorem a segurança nesses ambientes, utilizando de uma equipe policial mais preparada para vistoriar torcedores e reprimir a violência controladamente. Isso será possível por meio de multas aos clubes que apresentarem torcidas com comportamento criminoso, assim, os torcedores irão se conscientizar da gravidade de seus atos.