Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 29/08/2020
Discursos de ódio, xingamentos e agressões físicas e mortes. Essas são as principais causas que levam o Brasil a liderar o ranking dos países mais violentos es estádios de futebol, segundo estudos do professor e sociólogo, Maurício Murad, da UFRJ. Dessa forma, nota-se a necessidade combater essa mazela social com reações satisfatórias e consistentes.
É importante considerar, antes de tudo, os motivos que levam a exaltação dos torcedores. As torcidas organizadas, que existem desde a década de 1940, são as principais causadoras de tumultos antes, durante e depois das partidas de futebol. Os quais, são motivados por um fanatismo exacerbados, que muitas vezes se originou em casa, ainda na infância, quando o indivíduo é influenciado a torcer para o “time da família”.
Segundo essa perspectiva, é possível apontar os efeitos das torcidas organizadas. Foi a partir dos anos de 1992, que se iniciaram as hostilidades nos estádios de futebol brasileiros, com a morte do garoto Rodrigo Gasperi, de 13 anos, atingido por uma bomba de fabricação caseira lançada pelo time oponente. Desde então, a violência se tornou corriqueira, contrariando a lógica dos esportes, que é promover o lazer e o sentimento de união, como o encontrado em época de copa do mundo.
Torna-se imperativo, portanto, desenvolver medidas que ajam sobre essa problemática. Como solução, é preciso que o poder judiciário e a mídia trabalhem em parceria. Essa pode atuar na divulgação da violência nos estádios, através da circulação de propagandas e vídeos de impacto, a serem circulados nas redes sociais, a fim de gerar uma “cultura de paz” e conscientizar a população. Já aquele, deve focar em combater os organizadores e envolvidos dos mutirões, dando-lhes punições exemplares, como proibição de assistir e entrar nos estádios e reclusão. Desse modo, será possível amenizar essa hostilidade social.