Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 28/08/2020

O Brasil é conhecido internacionalmente pela habilidade futebolística e o futebol como meio de inclusão social no país, no entanto, também, pela violência entre os torcedores. É tão comum brigas nos estádios, que há penalidades específicas, como torcida única em São Paulo. Pois, o esporte chegou ao pais por meio de Ingleses, e os brasileiros além de aderir o futebol, captou a agressividade do pais criador. Por isso, é necessário discutir o por quê a extrema paixão virou fanatismo e maneiras de resolver esse problema que causa mortes todos os anos.

Em primeiro lugar, torcedores são mortos vítimas de agressão por causa da rivalidade no esporte. Isso acontece, porque a vasta acensão do futebol no território brasileiro gerou o fanatismo. E mesmo após séculos de avanços e proteção aos direitos humanos, os estádios de futebol são comparados a época da idade média, em que os atos de violência eram associados a imposição e poder dos Gladiadores. Além disso, os transgressores conseguem fácil acessibilidade aos estádios e encontros organizados por meio de mídias sociais.

Um outro agravante, é a mídia que impulsiona a valorização do sentimentalismo aos times. Ela tem um importante papel em ajudar a converter a paixão pelo futebol em um estilo de vida. E faz os torcedores adotarem a metáfora: “Futebol é Guerra”; que é invertido para o sentido denotativo e encaram as partidas como combates. Como prova, é o livro “Violência no Futebol”, de André Luis Nery, que contabiliza 106 mortes registradas de 1999 a 2012.

É evidente, portanto, que a impunidade favorece o desrespeito a inocentes. Para isso, os municípios devem aumentar a força policial dentro e aos arredores dos estádios, deixando o ambiente familiar, para que os pais voltem a levar os filhos. É preciso mudar a conduta dos agressores, realizando o cadastramento de torcedores e expulsão. Também precisa de fiscalização online sustentada pelo governo para não ter torcida organizada. Assim, o futebol voltará a ser um método de inclusão social.