Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 30/08/2020
O conformismo à violência advém de sua repetição no cotidiano dos indivíduos. Nesse contexto, cabe salientar o estado de natureza segundo Hobbes, ao qual o homem parte da premissa onde não há regras sociais e, assim, usando de fato a violência ou meios para adquirir o que deseja, ou seja, em qualquer ambiente, no Brasil, tal lógica é dada como o “jeitinho brasileiro”. Sob tal ótica, a violência nos estádios surge da confusão entre casa e rua e da impunidade.
Em primeira análise, a confusão surge através do constante fato da falta de respeito ao outro. Conforme Sérgio Buarque de H. no livro “O homem cordial”, é abordado o costume da confusão de casa e rua, dessa forma, há o uso práticas que visam não ao bem comum, mas do particular tal como é visto em estádios. Assim, a má disposição do indivíduo à perder algo o leva a praticar violência, o que consta como uma infração que é cometida pela falta de respeito, normas sociais e direitos civis.
Ademais, a impunidade é outro fator que acentua a prática das infrações. De acordo com o G1 em cinco meses, o Brasil registrou 17,9 mil mortes violentas em 2019, nessa conjuntura, há um deficit em políticas que visem ao aumento do controle da violência, além da resolução das raízes sociais desta, tais como a educação ou fiscalização, resultando no cenário atual. Logo, há a constante ocorrência de más práticas, sejam elas por meio do abuso de poder ou infrações tais como as apostas nos estádios, na medida que há a crença de que o indivíduo que inflige a lei não será punido.
Portanto, é mister meios para a resolução do supracitado. Urge ao Congresso Nacional a atuação para a dissolução da problemática através da criação de leis que aumentem a punição dos infratores pelo acréscimo da pena ou através de trabalhos comunitários. Assim como o fomento da segurança em lugares públicos contando com mais agentes de fiscalização e meios de segurança tais como câmeras de vigilância analogamente deve-se criar aplicativos que ponham em prática o acesso a informações de agressores e das regras sociais tanto quanto suas punições, para que desta forma, haja a redução da impunidade. Feito isso, de fato o homem sairá do estado de natureza.