Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 22/12/2020
A vigente Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, assegura aos cidadãos o direito à segurança e ao lazer. No País, o futebol é o esporte de maior destaque na área do lazer. Porém, há circunstâncias em que, onde era para ser diversão nos estádios vira palco de violência, a qual constitui um comportamento antiético e enraizado.
Destaca-se, de início, que os valores éticos são comprometidos. O pensamento filosófico kantiano diz que a ética é a legislação do eu. Nesse sentido, vê-se que há falhas na autolegislação do infrator, o que o leva a praticar crimes como racismo, homofobia e até assassinato em estádios, mas nem sempre o desvio ético acaba em punição. Prova disso, é que segundo a Polícia Federal, apenas 18% das infrações culminam em processo e, assim, contribui para a impunidade e a reprodução contínua da violação à Constituição.
Ademais, outro ponto relevante é o comportamento agressivo enraizado. Thomas Hobbes, filósofo iluminista, refletiu que “O homem é o lobo do homem”. Nesse aspecto, tal raciocínio corrobora o pensamento do autor brasileiro Luiz Felipe Pondé, o qual diz que a violência nos estádios é reflexo de nossa sociedade agressiva. Dessa forma, vê-se urgência para a mudança da consciência coletiva brasileira quanto ao caráter agressivo, a fim de quebrar as raízes afloradas.
Portanto, algo precida ser feito para amenizar a questão. Logo, o Governo, que tem a função de regrar e organizar a socidade, deve, por meio da mídia, promover campanhas que esclareça quanto às leis que coargem os civís, de tal maneira que combatam o caráter grosseiro. O intuito dessa ação é conscientizar os torcedores, de modo que, gradativamente, o homem livre-se de ser o lobo dele mesmo.