Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 07/12/2020
A Constituição Federal de 1988 prevê a segurança como um direito do povo brasileiro. Entretanto, quando se analisa a violência nos estádios, percebe-se a não conclusão da lei, visto que ela não consegue combater o problema. Tal quadro prevalece em virtude da pouca formação social do torcedor e da ausência de um policiamento efetivo contra marginais camuflados.
Em primeira análise, o insuficiente desenvolvimento pessoal dos agressores é resultado da rara dissertação sobre o assunto. Segundo Goethe, “Nada é mais assustador do que a ignorância em ação.” Sob tal ótica, explica-se o aumento no número de óbitos e confusões nas partidas, em razão do descontrole de fãs com a derrota do time e se observa a partir disso, a matança da cultura futebolística, antes tão enraizada na nação.
Ademais, a carência de ações policiais eficazes é causada pela negligência governamental. De acordo com Thomas Hobbes, “O homem é o lobo do homem”. Analogamente à essa lógica, criminosos disfarçados de torcida se aproveitam do momento para espalhar o caos. Consequentemente, as pessoas estão se afastando desses eventos por causa da possibilidade de serem as próximas vítimas. Dessa forma, torna-se fato a essencialidade de militares nos jogos para a proteção dos espectadores.
Portanto, necessita-se a erradicação dos fatores motivadores das agressões. Destarte, urge que o Ministério da Cidadania crie o projeto “Zero Violência”. Nele deve constar a incorporação de programas socioeducativos nas escolas e mídias, além da implementação de revistagens mais profundas, que incluirá a verificação de antecedentes criminais dos indivíduos. Isso ocorrerá por meio de investimentos do Estado e espera-se em com essas medidas, a diminuição de brigas e mortes nos estádios. Só assim, a legislação será factualmente concluída.