Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 27/10/2021

Desde o período da Idade Média existem os atos de violência em competições, iniciou-se em jogos entre os gladiadores que lutavam em Roma, no Coliseu. Diante deste cenário, demonstravam valores culturais por meio de brutalidade. Entretanto, esse espírito de competitividade hostil juntamente da maldade humana, mesmo após tantos avanços e defesas dos direitos humanos, ainda persiste nos estádios brasileiros de futebol.

A priori, é imperioso destacar que o contexto esportivo deixa de ser assemelhado à competitividade hostil. Sob esse prisma, Nelson Mandela, ex presidente sul-africano, sediou a Copa do Mundo em 1995 com o intuito de unir brancos e negros dentro dos estádios para um objetivo igual. Porém, embora o Brasil seja um país em desenvolvimento, ainda não se permitiu reproduzir a ideologia de Mandela, tendo em vista os atos de hostilidade praticados nos estádios: o racismo exacerbado e torcidas organizadas tratando adversários com violências. Assim, enquanto tais atitudes existirem, as arenas irão ser um caos, e o esporte considerado como guerra.

Outrossim, é imperativo pontuar que a maldade humana é solo fértil para os indivíduos que tratam times adversários como inimigos em potência. Nessa perspectiva, o sociólogo Maurício Murad, na sua obra “A violência e o futebol” afirma que essa fúria no esporte reflete as mazelas da nossa sociedade. Haja vista, as histórias degradantes nos jogos de competições e a insegurança nos estádios, tornando o Brasil com incapacidade de desenvolvimento no esporte. Desse modo, as torcidas organizadas continuarão usando a agressão para demonstrar superioridade de um clube sobre o outro.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os conflitos nos estádios e banalizar a maldade. Para tanto, cabe as secretarias municipais do esporte formarem debates nos núcleos sociais, a fim de ensinar aos adolescentes praticar relações de respeito no esporte, tratando uns aos outros com empatia, mantendo uma competição adequada sem injúrias raciais e insultos verbais, assim, erradicando a competitividade hostil entre as torcidas adversárias. Com isso, não tomaria com reflexo o período arcaico da Idade Média, priorizando a ética no esporte e a integração entres os clubes de futebol.