Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 06/04/2022

Com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional houve uma série de mudanças na sociedade, inclusive uma vasta competição pelo futebol. Embora essa inovação tenha beneficiado a todos, ela trouxe consequências, as quais estão presentes no dia a dia dos indivíduos. Nessa lógica, muitas pessoas desfrutam dessa competitividade ao vivenciar a violência entre torcedores de futebol. Sendo assim, deve-se analisar como a necessidade de pertencimento e a ineficiência estatal provocam a problemática em questão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a agressão é fruto do desejo de pertencer a algum lugar. Dessa forma, as brigas revelam um pré-requisito para aliar-se a esse tipo de organização, “o futebol”. Nesse sentido, conforme o naturalista Charles Darwin, em sua teoria de “seleção natural” descreve como as pessoas agem para sobreviver e encaixar-se aos ambientes, bem como, no futebol brasileiro. Logo, é fato que a ideia de pertencimento prolifera a hostilidade como um todo.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a ineficiência governamental é outro fator relevante. Nesse viés, consoante ao pensamento de Hannah Arendt, “banalidade do mal”, afirma-se que tais atos são considerados comuns na sociedade contemporânea. De maneira análoga, ao pensamento da autora há uma incapacidade por parte dos órgãos federativos ao deixarem tais ações acontecerem. Por conseguinte, urgem medidas eficazes de mitigar esse contexto que vem se repetindo.

Depreende-se, portanto, que a necessidade de pertencimento e a ineficiência estatal contribuem para a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao governo em parceria com a Secretaria Especial do Esporte promover políticas públicas. Isso por meio de investimentos na fiscalização desses ambientes, seja na organização de distanciamento entre cada indivíduo ou até mesmo no controle de bebidas alcoólicas e entorpecentes. Ademais, o Ministério de Comunicação deve intervir criando programas televisivos e virtuais sobre a importância da empatia e respeito com o próximo, a fim de garantir a segurança de todos. Só assim, será possível desmistificar a ideia de “banalidade do mal”.