Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 12/06/2022

No período da Antiguidade Clássica Romana,os gladiadores eram lutadores que participavam de torneios violentos que serviam de entreterimento entre as províncias romanas. De maneira análoga, no Brasil, a paixão pelo futebol, por muitas vezes, contribui para a instauração da violência. Urge, portanto, a análise de causas que fomentam esse revés, dentre as quais se destacam o fanatismo esportivo, e a falta de punições.

Em primeira análise, é fulcral pontuar o fanatismo esportivo como principal promotor do problema. Segundo o filósofo Denis Diderot: “Do fanatismo à barbárie não há mais que um passo”. Nessa lógica, análogo a esse conceito, cria-se um cenário em que a torcida adversária é considerada como inimiga. Consequente-mente, para sobrepor a superioridade do seu time em relação ao outro, as torcidas escolhem o caminho da violência. Prova disso é que, de acordo com o Uol, em 2017 houve 11 assassinatos vinculados ao esporte. Dessa forma, é perceptível que o fanatismo contribui para a perpetuação da problemática.

Ademais, é válido salientar a falta de punição como impulsionador do impasse. De acordo com o ativista político Martin Luther King, quem não combate o mal, coopera com ele. Nesse ínterim, é possível afirmar afirmar a inércia governamental como causador dessa mazela, visto que, somente 3% dos crimes cometidos dentro de estádios são punidos, segundo o Ministério da Cidadania. Por conseguinte, é notório que a negligência estatal corrobora para o agravamento do quadro.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para resolver o empecilho. Dessarte, com o intuito de conter a violência no futebol brasileiro, é necessário que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, seja revertido na contratação e na instalação de novas unidades de delegacias, principalmente em áreas em torno dos estádios. Somente assim, atenuar-se- á em médio e longo prazo o impacto nocivo do problema, e a sociedade brasileira se afastará da corrente filosófica de Denis Diderot.