Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 08/08/2022

Na música “Classe Média” ,de Max Gonzaga, elenca-se como principal crítica a violência. Infelizmente esse cenário serve de representação para a passividade dos indivíduos diante da banalização da violência entre os torcedores de futebol, uma vez que o comodismo social faz com que os problema persistam no país. Dessa forma, a negligência governamental bem como a falta de debates, fazem com que essa situação negativa persista.

Em primeiro lugar, a negligência governamental contribui para a presença do problema. Nesse contexto, Aristóteles, célebre e pensador da Grécia Antiga, disse, em seu livro " Ética a Nicômano", que o objetivo da existência da política é garantir a felicidade dos cidadãos. Infelizmente, o estado brasileiro atual é contrário a esta ideia do filósofo cada vez que o Estado negligencia a mídia o impulsionamento a valorização do sentimentalismo aos times , podendo até mesmo ajudar a converter a paixão pelo futebol em um verdadeiro estilo de vida. Logo, evidencia-se um cenário de descaso às garantias constitucionais da sociedade sobre a questão, dificultando sua resolução.

Outrossim, a falta de debates auxilia a presença do problema no país. Segundo Foucalt, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Em análise, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a impunidade dessas ações hostis que favorece o contínuo desrespeito àqueles que vão apenas para apreciar as partidas e, até mesmo, inverte a visão do esporte como método de inclusão social, o que favorece a falta de conhecimento.

A fim de resolver esse embate, é necessário a intervenção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em conjunto com os Clubes de Futebol Brasileiro, com intenção de promover ações que vão contra a violência. Para isso, poderá haver a utilização de vídeos instrutivos nos telões dos estádios durante os intervalos e panfletagem sobre a temática antes das partidas. Desse modo, a violência representada na canção não será realidade no território brasileiro.