Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 28/09/2022

A obra “Utopia”, do esccritor inglês Thomas More, retrata uma civilização perfeita caracterizada pela ausência de conflitos. Contudo, a realidade brasileira difere desse cenário fictício, uma vez que os desafios do combate à violência nos estádios dificultam a concretização dos planos de More. Esse quadro antagônico é fruto de questões de cunho governamental e social.Desse modo,urge a análise dos entraves da problemática.

Precipuamente, é indubitável que a inoperância estatal é causa direta do problema. Consoante o pensador Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar social. Entretanto, no que tange a condenação à atos de vandalismo nos estádios, o Poder Público falha, haja vista que não realiza a efetiva fiscalização do cumprimento das leis que coíbem tais práticas ilícitas. Desse modo, urge a reformulação da postura pública frente ao imbróglio, visando erradicar o medo e a insegurança da população dentro dos espaços esportivos.

Outrossim, é valido pontuar que o sentimento de impunidade entre os torcedores violentos corrobora para a persistência do óbice. Conforme a socióloga alemã Hannah Arendt, em sua obra “Banalidade do Mal”, condutas de agressividade se tornaram parte do convívio social.Tal pensamento alude à necessidade de políticas públicas que atuem na conscientização da sociedade acerca do enfrentamento à selvageria nas arquibancadas desportivas, bem como maior rigor nas punições dos infratores.

Diante do exposto, medidas são cruciais para rechaçar quaisquer atentados à harmonia em locais coletivos. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio das mídias digitais, ferramentas de ampla abrangência, realizar campanhas, objetivando informar acerca das consequências jurídicas contra torcedores que comentam infrações nos ginásios esportivos. Posto isso, o panorama idealizado por More será gradativamente alcançado.