Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 07/10/2022
A Constituição federal de 1988 garante que todos os cidadãos têm direito à segurança pública. Porém, segundo o sociólogo Gilberto Dimenstein, em sua obra “O cidadão de papel”, este direito está apenas no plano teórico, já que, na prática, não é de fato garantido. Dessa forma, essa realidade se deve ao não cumprimento da Constituição e à inoperância estatal.
Antes de tudo é importante destacar como é evidente os casos de violência nos estádios, dado que, de acordo com o sociólogo Maurício Murad, de 2009 a 2019, 157 pessoas foram mortas em decorrência desses atos. Com isso, nota-se que a frequência desses acontecimentos são muito altas, o que é inadmissível, uma vez que há uma lei que, teoricamente, deveria impedir que esses eventos ocorressem. É nesse cenário que Thomas Jefferson, terceiro presidente dos EUA, diz que a aplicação das leis é mais importante que a sua elaboração, pois é necessário que as leis funcionem, e não que somente existam.
Ademais, a negligência governamental é um fato preponderante para a ocorrência da violência nos estádios, porque, como afirma o filósofo John Locke, é dever do Estado garantir os direitos essências dos cidadãos. Além disso, a falha do governo ao lidar com este problema, por consequência, resulta em outros problemas, como a danificação dos transportes públicos, pois a violência é acompanhada de atos de vandalismo, o que prejudica a vida das pessoas. Assim, percebe-se que a ineficiência estatal gera cada vez mais adversidades, como aponta o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro “A globalização e as consequências humanas”, aonde diz que a sociedade caminha para uma desordem mundial, causada pela falta de controle do Estado.
Portanto, entendendo toda a problemática por trás da violência nos estádios, é tempo de combater essa falha social. Para isso, cabe ao governo federal, visto que é o responsável pela administração federal, criar campanhas que combatam a violência, divulgando corretamente para educar e conscientizar toda a população, explicando os malefícios que a violência causa, e assim, transformar os estádios em locais mais seguros. Dessa maneira, com a conjuntura de tais ações, os direitos garantidos pela Constituição será uma realidade.