Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 18/10/2022

O futebol é o esporte mais popular no Brasil, fato esse evidenciado pelo alto número de torcedores que enchem frenquentemente os estádios. No entanto, apesar da prática de assistir as partidas nas arenas ser muito comum e apreciada pelos brasileiros, a violência física e simbólica configuram-se como dois graves problemas a serem combatidos nos espaços esportivos. Desse modo, é fundamental o aumento do policiamento e a conscientização dos fãs de futebol.

Inicialmente, um dos obstáculos que deve ser enfrentado nos estádios são as agressões físicas. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, apenas a atuação forte do Estado é capaz de promover a coesão social e o controle da violência. Entretanto, na realidade brasileira, observa-se que, nas arenas esportivas, a força estatal evidenciada pela ação da polícia é insuficiente, uma vez que ocorrem muitas brigas entre as torcidas, que resultam, muitas vezes, em pessoas gravemente feridas e até mesmo em óbito. Assim, percebe-se que é preciso aumentar o supervisionamento para garantir a segurança dos torcedores.

Ademais, outro desafio presente no contexto do esporte é a discriminação e a intolerância. Nesse sentido, para o filósofo Pierre Bourdieu, a violência não necessita necessariamente de uma manifestação física para ocorrer, mas pode se dar no campo simbólico, como no campo na linguagem verbal. Dessa forma, verifica-se que é comum que muitos indivíduos ofendam jogadores e torcedores rivais por meio de músicas e piadas de caráter homófico, racista e xenófobico, por exemplo, o que pode caracterizar essas atitudes como formas de violência simbólica. Assim, nota-se que é de extrema importância a sensibilização dos amantes do futebol para promover a empatia e o respeito nesse esporte.

Por fim, cabe ao Ministério da Segurança Pública aumentar a segurança nos estádios por meio da ampliação do policiamento nesses espaços, incluindo agentes à paisana no meio das torcidas, a fim de minimizar a ocorrência de brigas e a violência. Além disso, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos realizar campanhas de conscientização na mídia, mediante o discurso de jogadores influentes, como o Pelé e o Ronaldinho Gaúcho, que estimulem o respeito aos jogadores e à torcida, para diminuir os casos de intolerância nas partidas.