Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 31/03/2023
Desde a Antiguidade Clássica, os jogos entre gladiadores que lutavam no Coliseu, em Roma, causava nos expectadores uma afeição à brutalidade. Ainda no limiar do século XXI, pode-se observar a manutenção desse comportamento nos estádios brasileiros. Dois fatores que contribuem para isso são a mídia que impulsiona a valorização do sentimentalismo aos times e a impunidade.
Em primeiro lugar, é valido salientar que a mídia impulsiona a valorização do sentimentalismo aos times e, pode até mesmo ajudar a converter a paixão do futebol em um estilo de vida. Entretanto, o que se percebe é que os torcedores adotam uma postura errônea e encaram as partidas como um verdadeiro combate. Dessa forma, cria-se um nacionalismo imperativo, ou seja, vê-se o time e a torcida adversária como inimigos, vide as torcidas organizadas. Essas por sua vez fazem uso de agressões representando uma supremacia de um time sobre o outro.
Em segundo lugar a impunidade favorece o contínuo desrespeito àqueles que vão apenas para assistir as partidas e, até mesmo, tira a visão do esporte como forma de inclusão social. Prova disso, é que o Brasil lidera o ranking entre os países que contém mais mortes em estádios de futebol, comprovando a ineficácia da segurança nesses locais, visto que, na maioria das vezes os agressores não são identificados ou não recebem advertências.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Sendo assim, o Governo em parceria com o Poder Público deve reforçar a segurança dos estádios por meio do cadastramento dos torcedores, uso de reforço policial e expulsão temporária aos que desviam da pacificidade entre os jogos. Por fim, a mídia e os clubes podem promover campanhas de conscientização ao público, a fim de que o reflexo arcaico da Idade Média se converta em um coletivismo ético e auxilie a integração social do esporte.