Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 23/05/2023

O Brasil, considerado mundialmente como “país do futebol”, é a seleção vencedora com mais títulos na Copa do Mundo. Tal posição contribui no maior fanatismo pelo esporte no território brasileiro e, infelizmente, no maior índice de violência ocorrida nos estádios. Desse modo, cabe analisar a banalização de atos violentos na contemporaneidade e a obrigação imprescindível da segurança pública governamental.

Diante desse cenário, o fanatismo existente pelo esporte futebolístico na região brasileira corrobora, infelizmente, no aumento de casos violentos nos estádios. Nessa perspectiva, segunda a teoria da estudiosa alemã Hannah Arendt, está presente na sociedade atual a banalidade do mal, a qual consiste na naturalização de atos considerados equivocados no ponto vista social. Com isso, a não concreti-zação do respeito mútuo entre os torcedores adversários de diversos times brasileiros contribui no aumento de tragédias nos espaços construídos para outros fins, como o exercício do lazer. Tal realidade pode ser comprovada pelo dado disponibilizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que afima a posição do Brasil como campeão em mortes ligadas ao futebol.

Outrossim, o direito à segurança pública, como dever do Estado e responsabilidade de todos, exercida para a preservação da ordem pública, existente na Constituição Brasileira de 1988, não é efetivado na sociedade brasileira. Nesse viés, de acordo com o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, o Contrato Social deve existir em toda a organização social como garantidor dos direitos dos cidadãos pelo Estado. Dessa maneira, a carência de políciais qualificados para a manutenção da ordem nos estádios e em regiões próximas demonstra a falha no sistema de segurança e, consequentemente, no aumento da violência nos estádios.

Portanto, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Desse modo, cabe ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, garantir a ordem nos estádios brasileiros, por meio da contratação de um número adequado de agentes políciais qualificados para manter a organização das torcidas, com o objetivo de permitir o lazer dos cidadãos e, por fim, concretizar o direito à segurança pública no país.