Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 05/09/2023

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, as pessoas devem agir com espírito de fraternidade. No entanto, tal postura não é vista na questão da violência nos estádios, uma vez que muitos torcedores, irritados com o resultado da partida, se comportam de maneiras agressivas. Nesse contexto, cabe analisar a não eficiência da legislação e a educação familiar lacunar enquanto pilares da problemática.

Diante desse cenário, é notório que a insuficiência leis corrobora o problema. Nesse sentido, de acordo com Maquiavel, “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. De fato, tal impotência é nítida no que tange a violência nos estádios, que apesar de ser criminalizada por lei, persiste em função da lacuna de fiscalizações e de punições legais, permitindo que os agressores fiquem impunes e que as vítimas continuem expostas a um ambiente, que ao invés de proporcionar entretenimento, propicia hostilidade a maioria dos torcedores. Desse modo, é preciso intervir para a não perpetuação do revés.

Ademais, a lacuna na educação familiar influi fortemente na consolidação da violência nos estádios. Nessa lógica, o educador Henri Lacordai afirma: “A sociedade não é mais do que o desenvolvimento da família”. Ou seja, a família transmite valores e comportamentos, que posteriormente serão refletidos na sociedade. Logo, se esse núcleo tem atitudes com viés violento -como xingar ou agredir outros indivíduos-, isso será reproduzido futuramente, construindo um corpo social intolerante e sem respeito ao próximo. Assim, se o impasse persistir não haverá progresso social.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual. Para isso, a mídia de massa -grande difusora de informação e formadora de opiniões-, deve criar campanhas, por meio de comerciais televisionados em TV aberta, com o objetivo de reforçar a ilegalidade e as consequências da violência nos estádios e, paralelamente, disseminar para a sociedade a importância de respeitar todas as pessoas, dessa forma, será possível interferir na insuficiência de leis e na lacuna educacional familiar. Dessarte, a cidadania poderá sair do papel e se tornar realidade.