Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 22/10/2023
Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão possui o direito à segurança, cabendo ao Estado sua efetivação no corpo social. Contudo, vê-se que essa asseguração não é aplicada de forma plena, visto que a violência nos estádios é um problema persistente na contemporaneidade e deve ser combatido. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar dois pontos acerca do óbice apresentado, que são a negligência governamental e a normalização da opressão.
Nesse viés, primeiramente, é válido abordar a falta de atuação estatal presente na questão. Nesse âmbito, para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à violência nos estádios, já que muitos são os casos dessa brutalidade e nada é feito para impedir a perpetuação de atos de vandalismo e agressão, o que pode ser relacionado à ausência de políticas públicas que visam o combate ao empecilho abordado. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.
Além disso, cabe analisar a banalização da violência existente nesses locais. Nessa conjuntura, pode-se citar o pensamento sociológico da antropóloga Lilia Schwarcz, que diz, basicamente, que existe, no Brasil, uma política de eufemismos, ou seja, determinados problemas são suavizados e não recebem a visibilidade que merecem. Dito isso, percebe-se que a normalização desses atos de abuso da força relacionam-se à ideia colocada, pois verifica-se o descaso, por parte do Poder Público e dos clubes de futebol, com a problemática em evidência e não há medidas de segurança efetivas que possam apaziguar a situação. Dessarte, ações devem ser feitas para mudar o cenário vigente.
Portanto, é de suma importância que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, como instituição de alta relevância para o país, combata as violências nos estádios e assegure a segurança dos indivíduos.Isso deve ser feito por meio de campanhas que busquem conscientizar a população sobre as consequências de atos de rebeldia, que podem ser desde multas até a prisão, a fim de que não seja normalizado e perpetuado. Para que, assim, o que consta na Constituição seja válido e efetivo para todos.