Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 02/11/2023

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade livre de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto disso, uma vez que, ainda não há um combate eficiente à violência nos estádios. Esse cenário antagônico é fruto tanto da baixa atuação governamental, quanto da falta de harmonia no convívio social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Inicialmente, é fulcral pontuar que a violência nos estádios deriva da baixa atuação dos setores governamentais na criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, dentro e fora dos estádios a hostilidade se faz presente, como aconteceu às vésperas da final da Libertadores da América de 2023, quando torcedores do Fluminence e do Boca Juniors entraram em conflito em uma praia do Rio de Janeiro. Diante disso, percebe-se a ineficácia do policiamento fornecido pelo governo na contenção dessas violações ao bem-estar social.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de harmonia no convívio social como promotora do problema. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a principal causa da violência nos estádios é a impunidade, deixando evidente que os meios para menutenção da ordem estão defasados, não só pela impunidade, mas também pela falta de educação social, já que os indivíduos não respeitam as diferenças de pensamento entre os semelhantes. Nesse contexto, fica nítida a falta que a educação de base voltada para esse tema faz. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a desarmonia contribui para a perpetuação dessa quadro deletério.

Assim, para mitigar o problema, necessita-se que o Governo Federal, através do Tribunal de Contas, direcione capital que, por intermédio dos governos estaduais, será revertido em reforços no policiamento e na estruturação de aulas de cidadania e convivência desde o colégio, a fim de aliviar a tensão atual e também educar as gerações futuras. Desse modo, o impacto nocivo da violência envolvendo o futebol será atenuado e a sociedade alcançará a “Utopia” de More.