Violência nos estádios: como combater esse problema?
Enviada em 21/04/2024
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanas, as pessoas devem agir com espírito de fraternidade. No entanto, tal postura não é vista quando os cidadãos brasileiros, vão acompanhar os jogos nos estádios e provocam casos de roubo, vandalismo e até agressões contra outros torcedores. Nesse contexto, é fundamental reconhecer que há desafios o combate à violência nesse ambiente, causados pela falha na educação familiar e pela omissão das mídias.
Sob esse viés, é inegável que lacunas na educação familiar estão na base do problema inaceitável da violência. Sobre isso, o educador Henri Lacordaire afirma: “A sociedade não é mais do que o desenvolvimento da família”. Ou seja, a família transmite valores e comportamentos, que posteriormente serão refletidos na sociedade. Logo, se esse núcleo tem comportamentos violentos (não só físicos, como também verbais, como xingamentos), isso será reproduzido, constituindo uma falha na educação.
Somado a isso, a falta de ações das mídias contribui decisivamente para a perpetuação da problemática. Como exemplo disso, há o caso da patinadora Tonya Harding, a qual ganhou prestígio por ter sido a primeira norte-americana a fazer um salto axel trielo. Por outro lado, sua vida pessoal não ia bem desde a infância, pois sofria abusos constantes da mãe e do namorado. Entretanto, cobertura midiática sobre a atleta não mostrando o lado ruim de sua história, assim como as mídias brasileiras fazem com a violência no meio esportivo. Pelo contrário, só expõem o glamour do futebol e a capacidade de unir as pessoas, o que atrapalha a divulgação de um problema sério associado ao esporte.
Portanto, faz-se necessário intervir. Para isso, os primeiras instrumentos midiáticos do país, como Globo e SBT, devem divulgar massivamente os casos de violência nos estádios, através de coberturas durante os jogos, utilizando de novas tecnologias para gravação do público. Como efeito, a população vai refletir sobre o quão alarmante é esse traço cultural da violência e fazer um esforço para mudar esse cenário, inclusive levando essa mudança para seu núcleo familiar. Dessa forma os cidadãos do Brasil agirão com mais fraternidade, como proposto na Declaração Universal dos Direitos Humanos dos Direitos Humanos.