Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 20/04/2025

Hipermasculinidade e violência no futebol

Desde da segunda metade do século XX, o futebol tornou-se um verdadeiro marco cultural brasileiro. O esporte é um laço que une gerações, uma paixão que ignora idade, gênero e cor, teoricamente. A realidade é muito mais bruta, com rivalidades assassinas, preconceitos exacerbados e muita violência. Os estádios se tornaram verdadeiros coliseus contemporâneos, onde homens provam sua masculinidade através do ódio e desrespeito.

A violência dentro dos estádios de futebol vem aumentando alarmantemente durante os últimos anos. De acordo com um relatório realizado pelo Observatório Social do Futebol da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 2023 foram registrados 158 casos de violência ligados ao futebol masculino profissional. Muitos culpam a falta de segurança nos estádios, o que não está errado, mas seria essa a única justificativa?

Além disso, a cultura pró-violência domina o futebol. As torcidas estão focadas em amedrontar o time oposto e fazem de tudo para alcançar seu objetivo. Todos os recentes ataques relacionados ao futebol masculino podem ser ligados à cultura da hipermasculinidade, a imposição da imagem de um homem forte que independe da norma social. A mentalidade imposta pelos jogadores, maioria homens, é o que gera violência. Quem não quiser se envolver na intriga, é considerado inferior e, consequentemente, torna-se a próxima vítima.

Portanto, compreende-se que, enquanto essa linha de raciocínio prevalecer na mente do povo brasileiro, o futebol será fonte de discórdia e desrespeito. Como método de controle e prevenção, é necessário que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) proponha campanhas e leis que distanciem as torcidas e punam os malfeitores, no intuito de manter uma boa convivência dentro e fora dos estádios.