Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 30/08/2025

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 afirma que todos os seres nascem livres e iguais a dignidade e direitos. No entanto, mesmo após 77 anos, essa alegação não é totalmente concretizada uma vez que violência policial racionalizada permanece como um grave problema social. Tal situação decorre, sobretudo, ao racismo estrutural, cuja a consequência é o impacto psicológico.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar o preconceito estrutural que contribui para a potencialização da problemática. Nesse sentido, a filósofa Hannah Arent, desenvolveu o conceito " A banalidade do mal", ou seja, essa ideia explica como indivíduos comuns, sem traços patológicos podem cometer cegamente atos sem relexão crítica sobre suas ações. Nessa lógica, a falta de sensibilidade contribui fortemente para ações agressivas e a má formação cultural, que desde o século XIII persiste e se propaga pela ausência de um ensino capaz de educar cidadãos, reforça esse problema.

Ademais, consequentemente a violência policial causa impactos psicológicos em suas vítimas. Sob essa ótica, o psiquiátra Frantz Fanon evidencia que o racismo internalizado provoca a baixa autoestima, inferioridade e exclusão social. Tal análise, confirma que negros ao serem vítimas de violência policial, desenvolveram depresão, ansiedade, fobia social e em alguns casos provocando morte, é importante relembrar o trágico assasinato de George Floyde que ficou marcado pela brutalidade dos agentes da lei, gerando o movimento “Black Lives Matter”, uma revolta social.

Diante de tal exposto, evidencia-se uma medida urgente para combater a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Para isso, o Ministério da Justiça deve implementar monitoramento dos agentes de seguranças, utilizando câmeras corporais e promovendo punições rigorosas em casos de abuso, com o objetivo de reduzir práticas de violência racionalizada. Também, o Ministério da educação deve inserir conteúdos sobre a diversidade e a igualdade, além disso fornecer apoio psicólogico gratuito as vítimas, com intuito de promover a saúde mental.