Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 15/06/2026

Na canção “Capítulo 4, Versículo 3” do grupo Racionais MC’s, Mano Brown expõe dois males do país: a violência policial contra negros em decorrência do racismo estrutural, mas também a impunidade institucional que legitima o abuso de poder.

Sob primeira análise, é possível analisar o racismo estrutural, que foi uma herança deixada pelos colonizadores no início dos países periféricos, onde os escravizados eram tratados como objetos, não como seres humanos completos, mas sim como mercadorias, onde eram negados praticamente todas as suas necessidades. Por mais de três séculos os negros não obtiveram voz no Brasil, sendo oprimidos e jogados às margens da sociedade. Embora a escravidão tenha acabado no papel, essa visão do negro como objeto ainda se perpetua no DNA do Estado, enxergando o corpo negro como um elemento que procura ser combatido.

Em segunda análise, a partir do conceito de biopoder do filósofo Michel Foucault, o qual destacou que o governo mantém uma forma de gerenciar a vida dos indivíduos, determinando quem deve viver e quem pode deixar para morrer, de modo que é evidente o grupo que é deixado para morrer: os negros. O Estado negligencia a segurança jurídica e física desses grupos minoritários que, consequentemente, são jogados às margens, destacando a seletividade das autoridades.

Contudo, medidas são necessárias para erradicar a violência policial contra negros. Cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, implementar o uso de filmagens obrigatórias em cada abordagem policial e uma ouvidoria que fiscalizará abusos de autoridade, garantindo a integridade da população periférica.