Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 17/06/2020
“Eu não consigo respirar” é a tradução da última frase dita pelo estadunidense George Floyd antes de ser morto pela polícia. Todavia, foi com a morte de João Pedro, brasileiro assassinado pela polícia em sua casa, que o movimento mundial anti-racista ganhou força no Brasil e mostrou a problemática da violência policial contra negros, em especial no que concerne ao encarceramento da pobreza e ao racismo estrutural. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
A priori, a polícia como instituição foi construída por pilares racistas, sustentados até hoje. Consoante a isso, o escritor Gilberto Freyre, em sua obra “Casa Grande e Senzala”, discute como a sociedade hodierna repete as estruturas e princípios do Brasil Colônia. Nesse especto, a polícia reflete o preconceito enraizado na sociedade e contribui para agravar as desigualdades. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade de reestruturar essa instituição.
Outrossim, apesar do censo indicar que mais da metade da população brasileira é negra, ainda uma vigilância maior para esse grupo. Sob esta ótica iminente, a escritora Juliana Borges publicou no Mídia Ninja um estudo, no qual relata que, apesar de a maior parte dos crimes serem cometidos por pessoas brancas, os negros são mais condenados. Nesse âmbito, a polícia se baseia pelo racismo científico da bio antropologia, que acreditava que os negros eram uma raça inferior e estariam mais propensos a cometer crimes, como é observado no documentário “Sem Pena’’, que mostra a realidade do sistema de justiça criminal e como a maior parte dos presos são negros, jovens e pobres. Destarte, é medular uma reformulação na abordagem e tratamento policial com o civil.
Portanto, com o fito de garantir um tratamento estatal igualitário, o Ministério da Economia, responsável pela política econômica nacional, deve ampliar os programas sociais para reduzir as diferenças, por intermédio do redirecionamento de parte do orçamento da polícia que seria utilizado em equipamentos, pois a ação policial seria transformada e a abordagem, menos brutal, logo melhoraria o relacionamento com os civis. Somente assim não haverão mais “Georges Floyd” ou “Joãos Pedro” mortos de forma inocente.