Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 19/06/2020

A análise crítica dos aspectos sociais é contrária à visão resignada da massa popular. Como disse o ex-presidente norte-americano John Kennedy, o conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento. Em vista dessa condescendência social, observa-se que a violência policial contra negros é um episódio relevante e com tendência a se perpetuar, caso não haja uma apreciação séria e resolutiva. Algo que já foi promulgado pela ONU em 1948, no qual rejeita-se esse tipo de comportamento. Logo, ser complacente com esse fato é abandonar a possibilidade de progressão da sociedade.

Em primeiro lugar, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribuiu para permanência dessa violência racial praticada por agentes de segurança. No entanto, de acordo com a Constituição de 1988, é dever do Estado garantir que não ocorra racismo em seu território. Tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, já que a fúria policial ocorre corriqueiramente no Brasil e no mundo. Então, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pela Lei de Abuso de Autoridade, no qual fala sobre o comportamento dos agentes públicos perante aos cidadãos. No decorrer da formação do Estado brasileiro a ferocidade dos agentes de segurança pública se fez presente durante parte significativa do processo. Isso, aliado ao tráfico de drogas contribui para que esse problema persista atualmente. Por isso, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, assim, o fim dessa lastimável violência étnica deixe de ser uma utopia.

Segundo René Descartes, não existem métodos fáceis para solucionar problemas difíceis. Portanto, para se resolver a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, deve haver projetos de extensão universitária das faculdades de Direito e Sociologia das instituições privadas e públicas, promovendo ciclos de palestras abertas à população sobre como se portar durante uma ação de racismo; devem, ainda, existir campanhas midiáticas com apoio do Governo e de ONG sobre a conscientização populacional sobre os direitos dos cidadãos perante uma abordagem policial; além disso, devem ser desenvolvidos projetos escolares abertos à comunidade sobre ética e moral.