Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/06/2020

Segundo Jean Paul Sartre, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Nesse sentido, é fácil concluir que, qualquer ato de abuso de força é um problema não só para a vítima, mas também para a sociedade, o que gera insatisfação e manifestações tanto artísticas como populares no mundo todo. Portanto, é fundamental compreender como a brutalidade policial contra os negros reflete-se em opressão e injustiça social, aumentando a desigualdade entre as pessoas.

Em prelúdio, cabe ressaltar que, os negros, em todo o mundo, não possuem uma rotina comum, visto que seus hábitos quotidianos estão marcados por medo e insegurança de ataques preconceituosos e racistas. No disco ‘‘Sobrevivendo no Inferno’’ do grupo ‘‘Racionais Mc’s’’, as agressões da polícia são exploradas nas letras fortes, que denunciam desde a vontade de um policial ver ‘‘mais um pretinho na Febem’’ até a morte desenfreada no Carandiru. Sob esta perspectiva, o preconceito opressivo contra a raça, promove o receio dos negros em executar atividades simples como ir para a escola, ou apenas andar nas ruas, pois podem ser agredidos a qualquer momento, como demonstrado na obra.

No filme ‘‘Banho de Sangue’’, o protagonista é um juiz de direito que experiencia a morte de seu filho negro por policiais que mataram-no de forma brutal, apenas por desconfiarem do garoto, sem motivos aparentes. Analogamente, essa narrativa retratada, se espelha no mundo real em 2020, na morte de um jovem negro nos Estados Unidos, que despertou manifestações no mundo inteiro com o tema ‘‘Black lives matter’’ (vidas negras importam). Logo, esse tipo de injustiça, revela escancaradamente o racismo ainda existente na população do mundo todo, de forma que esse tipo de problema social não é algo isolado de alguns países, assim, como Sartre descreveu, é uma derrota mundial, e totalmente repugnante tais atos que, alteram núcleos não só familiares, mas de toda coletividade negra.

Em suma, é dever do governo, por meio do poder legislativo, criar leis que punam qualquer ato de preconceito racial da polícia com a exoneração do cargo, bem como penalidades criminais contra racismo por parte dos mesmos, aumentadas, de modo que esse órgão de proteção do estado seja mais competente, evitando-se futuros atos de violência. Além disso, também é papel da escola, por intervenção do Ministério da Educação, fornecer palestras de profissionais do ramo da psicologia e pedagogia, a fim de ensinar a igualdade racial. Dessa forma, jovens e adolescentes crescerão sem qualquer tipo de mentalidade racista, promovendo a geração de uma sociedade mais consciente, com menos medo de ser injustiçada e sobretudo, órgãos governamentais mais justos e competentes.