Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 21/06/2020

Martin Luter King, Rosa Parks, Zumbi dos Palmares. Esses e muitos outros lutaram pelo combate ao racismo na sociedade, no qual foi imposto pelos seres que se julgavam superiores. Nos dias atuais, avanços quanto aos direitos dos negros foram conquistados, porém na prática continuam ocorrendo casos de preconceito, cometidos, principalmente, por policiais. Tal fato é reflexo das desigualdades de classes sociais e a ineficiência do Estado em permitir denúncias de abusos.

Em virtude do sistema capitalista gerar desigualdades, indivíduos de classe baixa sofrem injustiças, pois, esses, não tem recursos financeiros para custear advogados ou quaisquer outros meios de reivindicar direitos violados. Além disso, o Estado não penaliza assassinatos ou fiscaliza de forma efetiva as ações nas comunidades. Em razão disso, dos mais de 65000 homicídios no Brasil, 49500 são cometidos contra negros, segundo a ONU.

Consequentemente, permite-se que policiais racistas cometam torturas de todos os tipos em operações em favelas, visto que terá pouca repercussão e as possíveis punições serão brandas. O fato é evidenciado nas diversas pesquisas de órgãos estatísticos no mundo, apontam mais mortos afrodescendentes na população. Somado a isso que desde a promulgação da Lei Áurea, negros foram abandonados pela Monarquia e, posteriormente, pelo Estado, obrigados, então, a residir nesses subúrbios, onde ocorrem mais embates policiais.

Em vista desses problemas, é evidente que ainda há muito a ser feito para diminuir a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Nessa conjuntura, é necessário que parcerias entre a iniciativa privada, estados e municípios, para punir e fiscalizar ações policiais, por meio da execução de projetos no âmbito da garantia de direitos, registrando os atos policiais e ouvindo a descrição dos moradores da comunidade, a fim de reduzir mortes de semelhantes.