Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 21/06/2020

“Ordem e progresso”. Esse é o lema da bandeira brasileira, que baseado nos ideais positivistas, crê num país em constante avanço, no entanto, a realidade diverge da idealizada, visto que ainda há a ocorrência de violência contra negros. Sendo assim, são necessários caminhos para o combate dessa adversidade, tendo em vista que a má preparação da polícia e cultura racista enraizada na sociedade contribui para a agressão aos afrodescendentes na conjuntura brasileira e mundial hodierna.

Primordialmente, a Constituição Federal de 1988 assegura como garantia fundamental, o direito à segurança. Entretanto, o próprio Poder Estatal fere a legislação, já que não a preparação ideal das forças armadas. Logo, esse despreparo contribui para tomadas de decisões precipitadas e errôneas desses indivíduos durante o ofício, como o julgamento de bandido à um negro, influenciadas apenas pela cor de pele, sem qualquer evidência que o incrimine. Dessa forma, as Esferas Governamentais ao mal preparar os policiais, corroboram a ocorrência de violência contra os afrodescendentes em âmbito nacional.

Outrossim, durante o século XVII, utilizando as teorias evolutivas de Darwin, foi criada o “Darwinismo social”, uma ideologia eurocêntrica e racista, que pregava a maior evolução dos brancos europeus em relação aos povos africanos. Na contemporaneidade, apesar de todos os avanços humanitários, essa mentalidade preconceituosa ainda perdura na sociedade brasileira, inclusive entre alguns policiais. Por consequência, esses ideais enraizados nessa corporação contribui a violência desses indivíduos contra os afrodescendentes, advinda da idealização negativa dos negros cultivada por essa mentalidade errônea. Dessa maneira, a manutenção do racismo na sociedade brasileira favorece o aparecimento de casos de agressões desses militares contra os descendentes africanos em território brasileiro.

Em suma, são necessários caminhos para o combate da adversidade. Para tanto, urge que o Ministério da Segurança Pública aprimore o treinamento da polícia, por meio da ampliação do tempo de preparação, para a melhor tomada de decisão e julgamento dos suspeitos, entre eles, os negros. Concomitantemente, os veículos midiáticos devem promover campanhas antirracistas, utilizando-se de posts nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram, com o intuito de eliminar as raízes do racismo que perduram desde o século XVII. Desse modo, poderá extinguir a violência policial contra os afrodescendentes e convergir com o ideal positivista de “Ordem e progresso”.