Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/06/2020

De acordo com o filósofo Dahendorf em seu livro “A lei e a ordem”; “A anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade”. De maneira análoga, a situação no Brasil e no mundo quanto ao assédio policial cometido por viés racial atingindo convictamente os negros, conjecturam estados anômicos, pois o governo falha em prover aos cidadãos seus direitos inalienáveis. Em suma, é fulcral desintegrar a falácia do discurso de abuso de autoridade,de forma a combater intrinsecamente o preconceito e a descriminação enraizadas no plano sócio-cultural vigente.

Mormente, é passível destacar o panorama global hodierno ,quanto a violência policial e sua tangencia a casos de detrimento racial.Nesse hiato, tolhe-se a necessidade de explicitar um fato ocorrido  nos Estados Unidos, contextualizado pela morte de George Floyd, um homem negro,que após sofrer agressões e injúrias sem justificativas ,faleceu, sendo o principal tomo jornalístico mundial, vigorando em jornais como New York Times.Sob tal ótica, denota-se o quão efêmero é uma vida diante da injustiça,tornando críveis atos de racismo congruentes à todo o mundo, atingindo até mesmo países desenvolvidos, fomentando a imprescindibilidade do respeito aos direitos humanos..

Faz-se mister,ainda, salientar a amorfização e manifestação da problemática supracitada no Brasil, congruente as raízes culturais, turgentes na heterogeneidade social do país.Precipuamente, estabelece-se um paralelo entre a obra “Casa Grande E Senzala”, de Gilberto Freyre, e a abolição da escravatura, visto que  a miscigenação tonalizou-se por um banimento tardio, mobilizando raças diversas, todavia  grande parte de bases negras, ponderando ideias de inferioridade e criminalidade que vigora como ferramenta de uma premissa ideológica ultrapassada.Dessa maneira, é hiperbólico a ocorrência de casos de crimes raciais, introduzidos em uma sociedade de grande parte negra, tendenciada pela marginalização incoerente regrada por um passado banal.

Depreende-se, portanto,a essencial quebra do  tratamento eufêmico  dado a casos de abusos policiais exercidos notadamente por nichos raciais.Dessa forma, urge que o poder judiciário, julgue  policiais com inquéritos de abuso, criando uma clausula especifica para crimes cometidos contra negros, aumentando a pena mediante condenação, além de intuir provas visuais de testemunhas como prova rigorosa,com o fito de coibir ações que por meio da autoridade, ferem a constituição.Além disso, o Ministério da Educação deve introduzir palestras em escolas de ensino fundamental, conduzidas por negros, com o intuito de criar uma autonomia e visibilidade quanto ao racismo.Em síntese, o estado sairá da anomia e prosperará respeitando a constituição e os direitos humanos.