Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 20/07/2020

Por  três séculos, pessoas pretas no Brasil e no mundo eram tratadas de forma desumana. Tiradas a força de seu país materno para trabalhar exaustivamente, sem remuneração financeira, sofrendo constantemente com agressões morais e físicas. A escravidão, apesar de ter sido extinguida há 132 anos do território brasileiro, carrega consigo uma bagagem de desigualdade e abusos que refletem na sociedade laboral hodierna. Nesse sentido, atenta-se para o contraste nas  relações interpessoais e étnicas  na comunidade atual é o primeiro passo para desconstruir barreiras herdadas da colonização.

Deve-se pontuar, de início, que pessoas pretas estão mais passíveis de sofrer violências simbólicas e físicas, tendo em diversas situações a figura policial como protagonista do agressor. George Floyd, o afro-americano estrangulado por um policial branco, foi o evento que desencadeou uma série de manifestações pacíficas e agressivas ao redor do mundo, no Brasil, a comunidade reivindicou seu direito elementar á vida e respeito. Desse modo, torna-se notório a necessidade de se investir em politicas de anti-racismo, precisas e que de fato possibilite uma melhora na condição de vida do indivíduo preto no país.

Outra análise pertinente, se deve ao fato de que é assegurado pela constituição de 1988 os direitos fundamentais à saúde, educação e segurança a todos os brasileiros e estrangeiros que residem no país. Ao longo da história, a etnia preta foi isenta de qualquer direito, contudo, ações foram tomadas para minimizar o legado de desigualdades no Brasil, e a criação do sistema de Cotas é um grande exemplo que possibilitou a milhares de jovens pretos uma chance de  cursar faculdades, mudando a realidade individual e familiar. Todavia, em um país onde a maior parte dos presos são pretos ou pardos e a maior parte dos universitários são brancos e/ou de classe média alta, cabe analisar se de fato o Estado vem dispondo de oportunidades para essa parcela minoritária da população.

É imprescindível, portanto, que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, possa intervir efetivamente com campanhas educativas, dispondo de verbas para que as prefeituras aluguem um espaço de eventos, contratem artistas negros e ativistas da causa para palestra à respeito. Transforma esses encontros informativos em cursos para profissionais da área de segurança, é uma excelente alternativa, com o fito de por meio de palestras e do diálogo instruir e educar a população, civil e policial, sobre a importância de se combater o racismo na sociedade hodierna. É de bom senso a compreensão de que intervenções tem sido feitas ao longo do processo, visando a mudança no sistema racista estruturado vigente, entretanto, de fato a sociedade precisa de mais medidas para alcançar sua cota de possibilidades para acelerar a transcursão de integração racial.