Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 26/06/2020

Os casos de violência policial contra pessoas negras já foi abordado em diversas áreas, como no livro “O ódio que você semeia”, onde a autora Angie Thomas mostra o drama da personagem principal, uma jovem negra que presencia o assassinato de seu melhor amigo, também negro, por um policial branco que alegava que o garoto estava armado. A ficção, infelizmente, não se distancia da realidade e casos como estes precisam ser debatidos no Brasil e no mundo.

O racismo é algo que a sociedade ainda não extinguiu e, atualmente, são comuns os casos de policiais que matam pessoas negras por acreditarem que as mesmas representavam alguma ameaça. O caso de George Floyd é o mais recente, onde um policial o estrangulou para conte-lo, ao invés de conduzi-lo de forma apropriada para a delegacia. A morte, que ocorreu nos Estados Unidos, teve como consequência a revolta da comunidade negra, que foi às ruas protestar, exigindo o fim do preconceito racial e dando destaque ao movimento “Vidas Negras Importam”.

Enquanto muitas pessoas vão às ruas protestar, outras se sentem cada vez mais amedrontadas pela violência. É comum encontrar vídeos de pais negros ensinando seus filhos como agir na presença de um policial, já que atitudes como andar e se mexer podem causar diferentes reações e, situações como estas, são quase inexistentes quando se trata de um cidadão branco.

Portanto, para que situações como as do livro de Angie Thomas e de George Floyd se tornem menos comuns, é necessária a fiscalização constante das ações policiais, feitas através de câmeras, disponibilizadas por órgãos governamentais, como o Ministério da Justiça, fixadas em seus uniformes e com gravações que não possam ser deletadas. Além disso, as punições para agressão policial devem ser mais severas em todos os países. É necessário também um replanejamento no treinamento e formação policial, estudando não só o racismo, mas também como evita-lo e preparando futuros profissionais para agir com justiça e igualdade.