Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/06/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, a violência policial contra negros no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação que possuem como causas a ausência de empatia para com o próximo e o preconceito racial em relação a outros indivíduos.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho a consolidação de uma solução, a apatia humana. Conforme o sociólogo francês Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento da democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.

Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito racial como promotor da problemática. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o racismo contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Essa liquidez que influi sobre a questão da violência policial contra negros no Brasil funciona como um forte estorvilho para sua resolução.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual e estratégica no problema. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o ministério da cidadania devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas da situação, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais dos ministérios, a fim de dar mais lucidez sobre a violência cometida por policiais para com a população negra a um público mais abrangente. Por fim, torna-se necessário que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois, como constatou Hanna Arendt: “a pluralidade é a lei da Terra”.