Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/06/2020

Promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a igualdade e ao bem-estar social. Conquanto, o crescente número de casos de racismo por parte da polícia contra os negros não permite que essa parcela da população desfrute desse direito na prática. Com isso, para que uma sociedade mais íntegra seja alcançada, é necessário uma abordagem mais eficaz de combate a essa seletividade por parte dos policiais.

Em primeira análise, é evidente que nos dias de hoje o preconceito racial é um tema muito discutido entre a população. Sendo parte do G20 e do BRICS, seria racional pensar que o Brasil possui uma organização policial eficiente e livre de preconceito racial. Contudo, a realidade é justamente o oposto e a diferença desse contraste é claramente refletida no maior número de mortes da população negra pelas mãos do estado – segundo dados da ONU e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – não só no Brasil como no mundo. Diante de tal perspectiva, é inadmissível a omissão dos líderes mundiais que não dão a devida importância a população negra.

Faz-se mister, ainda, salientar a exorbitante diferença entre as classes sociais como impulsionador desse crescente número de mortes, pelo fato de que nas áreas mais pobres como as favelas, existe uma maior concentração do tráfico de drogas, consequentemente levando a um maior conflito nesses locais. Além disso, segundo o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, que diz que o homem é produto do meio, mostra que há cada vez mais à entrada de jovens negros para o tráfico de drogas, ocasionando um maior número de mortes, já que essas áreas estão em constante conflito.

Fica claro, portanto, que ainda existem pontos a serem discutido em relação à atuação da polícia contra a população negra por todo o mundo. Com isso, urge a ONU juntamente com os líderes mundiais proporcionar uma reformulação nas organizações policiais por todo o mundo, por meio da criação de um estatuto universal composto por uma série de regras que mostra como a polícia deve agir na abordagem de qualquer indivíduo, sendo levado a julgamento aquele policial que não agir de acordo com esse estatuto. Com a implementação de tal medida, a abordagem aos indivíduos será mais humanizada, não levando em conta sua cor, mas seus atos, assim diminuindo a incidência de mortes da população negra e melhorando sua qualidade de vida.