Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 23/06/2020
De acordo com a Constituição Federal Brasileira, é deve do Estado promover o bem de todos sem preconceito de origem, cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Porém, infelizmente, ainda se verifica, no Brasil e no mundo, a violência policial contra os negros. Nesse sentido, pode-se destacar o racismo institucional e a desigualdade como causas dessa violência.
Em primeiro lugar, é importante frisar que o racismo institucional ocorre dentro de instituições e órgãos públicos e está relacionado com o seu funcionamento cotidiano - ações implícitas -, operando de forma diferenciada, do ponto de vista racial, beneficiando uns e prejudicando outros. Isto posto, pesquisas revelam que, entre janeiro e julho e 2019, a polícia do Rio de Janeiro matou 1.075 pessoas, 80% delas negras. Já nos Estados Unidos, o total é de 2.150 mortos no mesmo período.
Em segundo lugar, uma das principais causas da desigualdade é o perfil racial da vítima: de cada dez pessoas assassinadas, sete são negras. Já em relação aos brancos, os negros brasileiros e americanos possuem menos acesso à educação, saúde e emprego. Assim, todos esses fatores contribuem para o aumento das desigualdades e, consequentemente, para a injustiça empregada na forma de tratamento pelas forças policiais.
Portanto, para que a violência policial contra negros seja amainada, o mais importante é investir em programas de combate ao racismo institucional, na área da Segurança Pública (cursos específicos sobre o enfrentamento do racismo e sobre os direitos constitucionais, no curso de formação de polícia, por exemplo). Consoante a isso, o investimento em políticas públicas visando à redução das desigualdades entre brancos e negros também pode ajudar na redução do problema. Afinal, espera-se que a polícia - seja a brasileira, seja a americana - esteja combatendo diariamente os crimes relacionados ao racismo, e não reproduzindo ou ampliando essa prática tão cruel.