Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 24/06/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a violência policial contra negros apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da exposição a violência, quanto do preconceito dos policiais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a exposição a violência deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, tal fato não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a exposição prolongada a violência durante a infância pode afetar a vida adulta. Em 2014, uma pesquisa realizada pela universidade de Harvard com policiais militares que foram expostos a altos níveis de violências quando crianças, revelou que aproximadamente 18% testemunharam um homicídio quando crianças e 25% foram agredidos quando crianças ou adolescentes. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, alguns policiais são racistas e agridem pessoas inocente por conta da cor da pele, fazem abordagens diferentes de acordo com a roupa que o indivíduo veste, o que causa a morte de pessoas que não cometeram nenhum crime. No Brasil,  a polícia mata o equivalente a 10% de todos os homicídios do país, o que leva a ser uma sociedade violenta. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o racismo contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigiar a violência dos policiais contra os negros, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Mulher, da família e dos Direito Humanos, será revertido em fiscalizar a abordagem dos policiais, por meio de uma reunião. Com isso, os policiais tratarão todas as pessoas da mesma maneira e diminuirá as agressões. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência policial, e a coletividade alcançará a Utopia de More.