Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 24/06/2020
No livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, o sociólogo Florestan Fernandes descreve a violência do regime militar como representação de poder e opressão sobre os indivíduos. Nos dias atuais, trinta anos após o processo de redemocratização, a sociedade ainda se questiona sobre a atual conjuntura da polícia, uma vez que essa tem atuado de maneira suspeita quando se refere aos negros em todo o mundo.
Em primeiro plano, o abuso de autoridade, que é empregado por vários policiais, tem como intuito repreender de forma truculenta e muitas vezes sem o procedimento correto de abordagem e averiguação. O exagerado uso da força militar gerou uma insegurança à população, pois essa espera proteção, mas muitas das vezes a população negra acaba sendo alvo. Além disso, a Constituição Federal afirma que o papel da segurança pública é promover a manutenção da ordem pública de acordo com os interesses do Estado. Um caso que gerou comoção mundial foi à morte de George Floyd, que foi sufocado com o joelho de um policial no meio da rua. Nesse sentido, aqueles que contrariam seus objetivos são tratados como possíveis inimigos, tal situação, tem resultado a vida de muitos inocentes no Brasil e no mundo.
Destarte, a necessidade de mudar a postura da polícia em relação à população é evidente. Assim, é viável reformular o modo que esses agentes são treinados para o cumprimento da lei, a fim de evitar reflexos de racismo dentro da corporação, como também, o acompanhamento psicológico e educacional desses profissionais, inibindo o abuso de poder e as manifestações de violência. Desse modo, com a reaprendizagem de sua função, a sociedade passaria a se sentir segura e confiante nos agentes da lei.