Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 25/06/2020
Em pleno o século XXI o racismo e a desigualdade social deveriam ser apenas um fator que foi deixado para trás. Mesmo após mais de um século de abolição da escravidão a relação de exclusão com base na cor da pele ainda está presente no ambiente de trabalho, nas universidades, escolas ou até mesmo nos hábitos cotidianos.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os negros eram a maioria da população brasileira representando cerca de 53,6% das pessoas. Pesquisas feitas pela IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontam que Alagoas, Espírito Santos e a Paraíba lideram o ranking de maior número de afrodescendentes vítimas de homicídios no Brasil, o mesmo Instituto aponta que 65% dos negros agredidos tiveram como seus agressores polícias ou seguranças particulares.
No momento atual temos dois exemplos de crimes por racismo muitos semelhantes, o assassinato de João Pedro, o adolescente negro de 14 anos que vivia no Rio de Janeiro e George Floyd, norte americano negro de 46 anos, ambos os assassinatos foram executados por policiais.
Portando, cabe ao Congresso Nacional ampliar as leis que punem os agressores de atos racistas. Que o Governo Federal aja também, implementando com urgência um programa nacional voltado à redução dos índices de homicídios, voltada para a diminuição de números de mortes decorrentes de intervenção policial. Além disso, as escolas também podem contribuir, reforçando a importância que cada cultura tem em nosso país. Sendo assim, não só os professores, mas também os pais, devem participar na conscientização das crianças mostrando para elas que todos temos direitos iguais.