Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 16/07/2020
Insegurança Pública
A Minissérie “olhos que condenam” trouxe a tona o caso dos “Cinco do Central Park”, crianças condenadas injustamente por claro racismo institucional. Esse drama não é restrito aos Estados Unidos, visto que os índices de violência e mortes de crianças e jovens negros no Brasil pelos policiais são alarmantes. Logo, é necessário uma mudança sociocultural no que tange o estereótipo racial e a neglicencia do estado no combate aos problemas de segurança publica .
Em primeiro lugar, é importante destacar que, o racismo estrutural é impulsionador para o aumento da violência policial. Com a banalização da morte e principalmente a associação que os afrodescendentes sao responsáveis pela violência é um discurso elitista histórico. Por exemplo, a juíza da 5ª Vara Criminal de Campinas, Lissandra Reis Ceccon, redigiu em acórdão que um réu suspeito de latrocínio não teria as feições típicas de um ladrão, já que é branco com cabelo, pele e olhos claros. Diante disso, é notório que a imagem construída do perfil do bandido é sustentado na herança historica do jovem negro da Periferia.
Além disso, o Estado por meio de suas instituições de segurança pública mantém ou cria estruturas que sustentam discursos e ações de intolerância. Desta forma, o caso do menino de 12 anos, Joao Pedro, morto na sua própria casa por policiais no Rio de Janeiro, reforça como a perpetuação da discriminação alimenta a segregação, apesar da constituição garantir a igualdade a todos os cidadãos mesmo a diversidade sendo uma marca de identidade brasileira, observa-se que neglicencia governamental no combate da violência que fomenta as sensação de impunidade é pautada no fenótipo.
Diante dessas questões, reduzir o numero de mortes e violência por policiais principalmente em grupos negros e faixa etária jovem. Cabe o Ministério da Justiça e Seguranca pública criarem campanhas de estimulo à consciência critica sobre o complexo quadro da da segurança publica e aá desconstrução de esteriótipos por meio de campanhas midiáticas em jornais impressos, redes sociais e escola. Que promova novas diretrizes, que amplie novos valores morais e éticos para que a discriminação seja reduzida . Em adição , As corregedorias aplique as politicas de punição efetiva para os policiais infratores, reduzindo a sensação de impunidade atual. Com vista a combater a discriminação, bem como incentivar a empatia e o altruísmo.