Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 25/06/2020
No século XVI, momento em que as potências europeias optaram pelo uso da mão de obra escrava africana em seus plantios nas Américas, deu se início a desumanização do homem negro. Esse processo, teve consequências profundas, de modo que, mesmo após 400 anos , em todos os países onde a prática ocorreu, os descendentes dos escravizados, ainda sofrem diariamente. As consequências nos dias de hoje são inúmeras, a violência policial contra negros é reflexo do passado escravocrata. O racismo legado a nossa sociedade deve ser combatido, pois, fere diretamente os direitos humanos universais. Em primeira análise, no Brasil colonial, para justificar a barbárie da escravidão, em plena modernidade, um conjunto de ideias foi elaborado, baseadas na religião e reforçadas pela atuação da Igreja. Fora propagada a noção de que a servidão forçada era um ato louvável, com ela, o negro era catequizado. Posteriormente, coube a ciência a explicação da suposta inferioridade das raças africanas, a frenologia, o darwinismo social e o racialismo foram importantes influências na sociedade brasileira do século XIX, dessa forma, após 300 anos construindo-se uma concepção de que o tom de pele escuro é sinônimo de perigo, o resultado se mostra no racismo estrutural, que permeia todas as nações americanas e leva a força repressora desses Estados, a polícia, a tratar afrodescendentes de forma truculenta e brutal. Somada a essa análise, convém entender como o racismo é perpetuado pelas gerações. De acordo com o psicanalista Sigmund Freud, os pais e o ambiente familiar são os principais formadores da personalidade dos filhos, logo o preconceito contra negros se mantém com o passar do tempo. No caso das forças de polícia, no Brasil, as corporações tratam as periferias e favelas, locais com população majoritária negra, como áreas hostis, isto é, enxergam os moradores como inimigos e não cidadãos, os quais deveriam proteger. Por conseguinte, cerca de 75% das vítimas de policiais são negros, segundo os dados mais recentes levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Portanto, cabe ao ministério da Justiça e Segurança Pública, como órgão supervisor das polícias, a adoção, com urgência, de estratégias, a fim de reverter o quadro de violência sistêmica contra negros, essa ação pode ser feita por meio da abertura de inquéritos em casos de truculência e reformas socioeducativas nos treinamentos das forças. Ademais, para que o racismo seja erradicado, é preciso que o Ministério da Educação, como instância máxima dos aspectos educacionais, promova, palestras e simpósios, para os pais e filhos, elucidando os males do preconceito. Tais medidas, têm como objetivo, a reeducação, tanto da sociedade civil, quanto dos policiais, para que finalmente o negro seja visto como semelhante.