Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 26/06/2020

No documentário brasileiro “Auto da resistência”, é mostrada a realidade da comunidade do Rio de Janeiro que tem de lidar com a violência policial em seu cotidiano, desde quando são revistados expandindo até o momento em que presenciam mortes de pessoas julgadas “suspeitas”, paralelamente, é de consenso geral que a violência policial no Brasil ocorre em grande escala, muito além das fronteiras da comunidade carioca, sobretudo com a população negra, sendo de necessidade o término dessas ações que refletem condutas e pensamentos de um passado escravocrata.

De fato, a marginalização e o racismo são questões que acarretam a violência desnecessária aos negros, visto que esse olhar está enraizado no Brasil desde a escravidão africana e posteriormente a Lei Áurea, que embora tenha consentido liberdade os negros, não os reinseriu na sociedade, resultando em uma pequena parcela aderindo ao crime, o que gerou uma generalização de que pessoas pretas seriam sinônimo de violência, sendo essa proposição utilizada por muitos policiais para justificar seus atos. Por esse motivo, é inquestionável que a conscientização dos brasileiros acerca desses “estereótipos” é um pilar necessário para cessar a má conduta muitas vezes imposta pelos policiais.

Não obstante, as punições para violência exagerada por policiais devem ser mais duras, bem como para qualquer sinal que demonstre o preconceito racial, pois, caso haja severas advertências, seguidas por suspensões de benefícios e auxílios, haverá um maior incentivo a finalização dessa discriminação, e consequentemente, ao fim da violência policial contra negros no Brasil, que sendo bem sucedida ao entrar em vigor, servirá como exemplo para outros países que sofrem do mesmo problema, canalizando uma reação em cadeias de lugares que aderirão a projetos para o fim deste problema no mundo.

Dessa maneira, conclui-se que cabe a Polícia Federal, através da supervisão de seus policiais, a maior atenção quanto à violência excessiva, sobretudo se comprovado ser de cunho racial, tendo punições mais severas e advertências extensas, com auxílio de políticas de conduta a esses guardas para que deste modo cenas como as retratadas no documentário possam ser extintas.