Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 26/06/2020

É de consenso geral que violência policial sempre foi algo discutido no país, devido a casos como o massacre de Carandiru em 2 de outubro de 1992, no qual a polícia assassinou 111 detentos para conter uma rebelião. Além disso, há a violência policial contra negros, que infelizmente são os menos favorecidos no país.

Um fator é de que, por uma questão histórica, visto que o Brasil utilizou-se de mão de obra escrava negra, os negros sempre foram deixados para escanteio e por isso ocupam e representam a maioria da população em favelas e periferias. E por não terem as mesmas oportunidades de trabalho, estudos e afins, muitos veem no crime uma saída. De acordo com o Infopen, um sistema de informações estatísticas do sistema penitenciário brasileiro desenvolvido pelo Ministério da Justiça, entre os presos, 61,7% são pretos e, ainda, de acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em 2014, 75% dos encarcerados tinham até o ensino fundamental completo, um indicador de baixa renda. Ou seja, os negros que não tem oportunidade encontram-se presos.

Outro fator é que não deve-se generalizar valendo-se da premissa que todo policial mata negros, e que todos tem uma visão racista sobre eles. É verdade sim, que os negros são os mais abordados em operações policiais mas isso, deve-se à dado citados anteriormente, se uma grande parte dos criminosos são negros, há portanto uma maior abordagem para com eles. Isso não significa que, matar um negro por ele, potencialmente e hipoteticamente, ser um criminoso é justificável ou então bem visto. Portanto há sim, a necessidade de que os direitos iguais reine em todos os aspectos da sociedade. Outro ponto é que em operações em favelas, por exemplo, há sempre notícias de que civis foram baleados ou mortos por policiais, e é válido pensar que em trocas de tiros não há só um lado atirando, ou seja, somente a perícia pode dizer de onde vieram os tiros. Então muitas vezes, dizem que foram policiais porque a munição era de uso restrito, mas quem garante que os criminosos não tem acesso a esse tipo de armamento? Claro que, em uma troca de tiros um policial pode sim, acidentalmente, matar um civil, porém um criminoso também pode. E porque então culpar apenas um lado? Porque o diretos humanos não funciona com os policiais também ? Essas são questões importantes para se refletir.

Em suma o Ministério da Educação deve para que todos independente de cor, tenham as mesmas condições de disputar um emprego ou de se estudar em uma universidade, já que todos estariam em um mesmo patamar. Outra medida é que o Ministério da Justiça tem que investigar e punir, os responsáveis por assassinatos , seja um assassinato de um negro, de um branco, indígena ou de um policial. E que os policiais paguem pelos seus atos, para que  a violência contra negros seja combatida.