Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 02/07/2020
“Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter” esse é parte do discurso I Have a Dream feito pelo ativista político americano Martin Luther King em 1963, no qual relata o desejo de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos, ressaltando não apenas o comportamento do governo, as desigualdades, mas também a brutalidade e a perseguição policial. Diante dos acontecimentos atuais, pode-se afirmar que mesmo tantas décadas depois o racismo se mantêm enraizado dentro da sociedade e nas mãos dos policiais vem sendo letal. Movidos por hierarquias sociais racistas e classistas, dados estatísticos apontam que a polícia é mais violenta com negros.
É conveniente destacar, que nos Estados Unidos as pessoas negras são 13% da população, mas correspondem a 25% das vítimas assassinadas pela polícia. Exemplo disso foi George Floyd, homem negro de 46 anos morto em maio de 2020 nos EUA, durante uma abordagem policial, quando teve o pescoço pressionado por quase nove minutos, pelo joelho de um dos quatro policiais brancos presentes. Através de um vídeo gravado por uma testemunha foi possível ver a vitima afirmar várias vezes que não conseguia respirar. Fica claro o desamor dos policiais ao ignorarem as súplicas e o desfalecimento do homem. Vale ressaltar que essa não foi a primeira vez que um policial branco mata covardemente um negro desarmado.
Outrossim no Brasil entre 2017 e 2018, 75% das mortes pela polícia eram negros sendo que a cada quatro mortes uma ocorreu no Rio de Janeiro. Estudos apontam que a polícia escolhe seus suspeitos por meio de um conjunto de critérios como roupa, cabelo, região da cidade em que está circulando e cor da pele. Ao observar à discrepância do número de mortos entre negros e brancos nota-se o racismo institucional claramente presente no Brasil.