Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 27/06/2020

Na série televisiva “Todo mundo odeia o Chris”, é retratado aos telespectadores o cotidiano de um jovem negro que sofre vários tipos de violência diariamente, inclusive a policial. Não obstante da ficção, o que foi descrito no seriado se relaciona com um problema da conjuntura brasileira do século XXI em que a sociedade, de modo geral, tende a ignorá-lo: a insistência da violência policial contra o negro. Desse modo, urge a necessidade de analisar a ineficiência de artigos constitucionais e a forma em que o convívio social pode afetar muitas pessoas.

Primeiramente, há de constatar o descumprimento de algumas leis. Dentre tais aspectos, de acordo com a Constituição Federal de 1988, é direito civil ter acesso a um ambiente equilibrado que visa o bem-estar de todos. Porém, constata-se que, no Brasil, a ocorrência exacerbada de casos específicos de violência policial com certos grupos de pessoas simplesmente por serem negras, corroboram a ineficiência de tal artigo. Semelhantemente ao que foi dito, em meados de 2020, um jovem negro americano chamado George Floyd foi vitima de tal forma de abuso, sendo que o mesmo foi detido por um policial de forma extremamente violenta e como consequência, acabou perdendo sua vida. Dessa forma, percebe-se que a ocorrência de tais fatos continuam frequentes no meio social.

Em segunda análise, convém discorrer sobre a criação de maus hábitos. Partindo do exposto, de acordo com o filósofo Heidegger, o homem se constrói na medida de suas relações. Analogamente, alguns policiais com o senso crítico mal desenvolvido poderão sofrer influencia alheia por convivência com pessoas que tendem a agir de forma violenta e racista e podendo, assim, cair na tentação de agir como o mesmo e cometer abusos contra os negros. Sob esse viés, uma pesquisa divulgada no site Uol evidencia que dos casos de violência policial em território brasileiro, mais de 75% são contra negros, o que prova a ocorrência de racismo que também podem estar relacionadas com as formas de relações sociais.

Diante do que foi exposto sobre a problemática, medidas fazem-se relevantes para mitigá-la. Portanto, o Ministério da Educação, juntamente com as mídias e dentro das escolas, deve instituir projetos como o “Quebrando os tabus frente ao racismo e evitando futuras formas de violência", responsável por educar os estudantes e suas respectivas famílias. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e afrodescendentes, visando expor, debater e combater as consequências dessas formas de abusos por distinção racial. Assim, será possível distanciar-se-á do hediondo cenário apresentado em “Todo mundo odeia o Chris”.