Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 27/06/2020

Apesar dos avanços sociais conquistados pela sociedade negra, nas últimas décadas, em todo mundo como: leis contra o racismo, políticas de inclusão social e direitos políticos, ainda é evidente que o preconceito racial continua sendo um tema muito atual, principalmente, quando vimos a imprensa mundial noticiar, em 25/05/20, a insanidade cometida por Derik Chauvin, 44,um policial branco americano, imobilizando, com os joelhos no pescoço,em uma autuação policial, George Floyd,46, um afro-americano, que veio a falecer, posteriormente, em consequência das lesões sofridas.Tal absurdo provocou uma onda de protestos contra o racismo nos Estados Unidos e no mundo.

No Brasil o preconceito racial tem como uma de suas origens o período escravocrata que deixou cicatrizes profundas como a pobreza, a violência e a discriminação na sociedade brasileira. Essas feridas aparecem para nós de variadas formas: a primeira se evidencia mais nas comunidades- através da falta de emprego e oportunidades; a segunda já é sofrida por todos - seja ela física, moral ou social; e a terceira se infiltra de forma variada por todos os lugares, mas é sentida, de forma direta ou indireta, apenas por aqueles que têm sua dignidade aceita conforme sua cor.

Como consequência de tudo isso, temos uma desigualdade social crescente no nosso país causada também por ausências de politicas públicas efetivas que visassem a diminuição dessas cicatrizes. Isso vem fazendo aflorar na sociedade sentimentos de revolta e injustiça que quando somados a casos como o de George Floyd, nos Estados Unidos, faz o povo sair as ruas para protestar e reivindicar de forma mais forte, às vezes, até com o uso da violência.

Para tentar resolver esses problemas, o Estado deveria criar políticas públicas educacionais mais efetivas por meio da promoção da qualidade educacional das escolas públicas de forma a ser tão boas quanto as melhores privadas, permitindo uma homogeneidade de classes sociais diferentes com o objetivo de aproximá-las e permitir a sinergia entre ambas fazendo que cada uma compreenda a realidade do outro, pois quando conhecemos mais a realidade do outro temos mais propriedade de poder ajudar na resolução de problemas como o preconceito, violências, desigualdades e discriminação.