Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 29/06/2020

Espelho de uma sociedade marcada por controvérsias

Com o advento da globalização, o mundo se polarizou, houve mistura de raças. É difícil encontrar uma família que tenha uma linhagem pura nos dias atuais. A mentalidade de raça pura que Hitler defendia, está presente na mentalidade de muitos cidadãos, sem que o perceba.

A Polícia que está para defender a civilidade, está agindo como soldados do Fuhrer. A matriz africana serviu de alicerce para o modo de produção colonial e imperial. Entretanto, não houve reconhecimento da importância deste povo como construção do mundo atual. Eram vistos como animais e seres abaixo dos ditos “Brancos”, portanto, punição severa que chegava a mortes em muitos casos, era algo tido como “normal” na época em que o café liderava a economia.

O Capitão do mato caçava os negros que fugiam e aplicava punição. Na atualidade ganhou novo nome, se tornou policial. Sem generalizar a classe fardada, porém, há muitos que agem de má fé, prejulgando negros, taxando-os   de marginais. Este racismo enrustido, demonstra a ineficácia de políticas igualitárias. A Sociedade justa e equânime é um sonho ainda distante.

De acordo com a professora da Universidade de Chicago: Yanilda Maria Gonzalez, nos EUA, a polícia mata o equivalente a 6% de todos os homicídios no país, com 13% de negros entre as estatísticas. No Brasil, a proporção é maior, com as mortes decorrentes de intervenção policial constituindo o equivalente de 10% das mortes violentas intencionais e percentual de 75% da população negra. A polícia que deveria diminuir a violência na sociedade, mostra o contrário, indo contra.

Casos como o do médico que foi preso na Flórida e disse aos polícias ‘você está me tratando como negro. Ou, em São Paulo, o caso do comandante da Rota que disse que a as abordagens nos Jardins têm que ser diferentes das abordagens na periferia. Demonstram obstáculos para reformas sociais.

Enquanto houver diferenças e divisões sociais, o modelo de sociedade justo onde o ser é visto como cidadão e não uma raça, ou classe está longe. Os meios televisivos e radiofônicos podem propagar a igualdade entre gêneros, a fim de apaziguar efeitos de discriminação, com intenção de diminuir a violência contra negros.  O poder legislativo deve se fazer presente dentro do  Ministério da Justiça e Segurança Pública, criando leis que corroborem para a preservação  da sociedade, por exemplo, fazer a investigação minuciosa de um policial que for violento com um indivíduo retinto, e aplicar severas punições contra o mesmo, podendo haver a eliminação do policial das funções. O mundo perfeito é uma utopia distante, mas se cada um fizer sua parte, com certeza a distância será encurtada e todos poderão desfrutar de um mundo mais harmônico.