Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2020

O racismo no Brasil ainda é algo extremamente presente no cotidiano. Nossa estrutura de sociedade e nossa história nada fazem além de fortalecer essa situação, sendo de conhecimento geral que houve uma longa escravidão negra e a marginalização e criminalização desse povo e sua cultura perduram até hoje.

Como resultado disso, somente no primeiro semestre de 2019 a polícia carioca matou 1075 pessoas, sendo que 80% delas eram negras . Dados como esse demonstram a naturalização desse cenário, que pouco ou nada se ouve falar.

Essa condição é carregada como herança desde a colonização, momento em que se inicia uma escravidão que dura mais de 300 anos, com diversas proibições aos cultos e práticas do povo africano, que são levadas até hoje por meio do preconceito e da censura social.

Além disso, a marginalização dessa população após 1888 é nítida. Indubitavelmente esse público está, majoritariamente, nas camadas mais desfavorecidas, o que é comprovado por meio de diversas estatísticas levantadas por entidades e organizações, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Logo, tendo em mente que a violência policial para com esse povo vem de um problema estrutural, a solução necessária para dar fim a esse problema deve ser feita a longo prazo. Porém, vê-se como forma de diminuir esses casos a necessidade do Poder Judiciário, em todas as suas instâncias, de julgar os policiais infratores sem qualquer favorecimento, os enquadrando no crime inafiançável de racismo, para que, dessa forma, a punição seja motivo de diminuição desses atos letais.